Na raça, diante de um pequeno público, de 719 pagantes e sob os gritos de "A Lusa voltou!", a Portuguesa goleou o Juventude por 4 a 0 nesta quinta-feira, no estádio do Canindé, e avançou às oitavas de final da Copa do Brasil. Derrotada por 2 a 0 em Caxias do Sul, a Lusa reverteu a vantagem gaúcha e carimbou sua vaga na próxima fase da competição nacional. O destaque do jogo foi o atacante Ricardo Jesus, que marcou três dos quatro gols rubro-verdes. Agora, a equipe aguarda o vencedor do confronto entre Remo-PA e Bahia. Na primeira partida, o time paraense levou a melhor, vencendo por 2 a 1 em casa. Essa foi a primeira decisão da semana para a Portuguesa. No próximo domingo, os rubro-verdes enfrentam o Mirassol, fora de casa, às 16h, para encerrar o pesadelo do rebaixamento que assombra o clube no Campeonato Paulista. Uma vitória faz com que a Lusa não dependa de nenhuma outro resultado para permanecer na elite. Pressão que deu certo. No primeiro lance do jogo, o Juventude já deixou claro qual seria uma de suas principais armas na casa adversária: jogada rápida pela lateral, buscando sempre o matador Jonatas Belusso no meio da área. Em oportunidade logo no minuto inicial, Morais cruzou rasteiro para o atacante, mas o goleiro Wéverton saiu para fazer a defesa com segurança. Essa seria a única oportunidade gaúcha nos primeiros minutos de jogo. A Lusa chegou ao ataque de diversas formas: em chute cruzado de Ivan, em pancada de fora da área de Luis Ricardo, com cabeceio do estreante Wilson Matias... Porém, nada que, de fato, assustasse o goleiro Follmann. Aos 13 minutos, Ananias acertou bela cabeçada e mandou para as redes, mas o árbitro Ricardo Marques Ribeiro assinalou falta no lance, anulando corretamente o gol. A Portuguesa exagerava nos erros de posicionamento, tendo várias jogadas paradas por impedimento. Porém, era o único time que atacava. Retraído e administrando a vantagem que construiu no jogo de ida, o Juventude ainda viu os donos da casa chegarem com perigo em chute de fora da área de Rodriguinho, aos 19, e Ricardo Jesus, aos 26. A melhor oportunidade para a Rubro-verde veio a pouco mais de dez minutos do fim. Élder Granja derrubou Léo Silva com carrinho dentro da área e o juiz não teve dúvidas, marcando o pênalti. Na cobrança, Ricardo Jesus bateu forte no canto direito. Follmann chegou a tocar na bola, mas ela entrou, colocando a Lusa em vantagem antes do intervalo. Mais equilíbrio e brilho do matador. O Juventude voltou para o segundo tempo com uma alteração: saiu Ramiro, para a entrada de Alan. A mudança surtiu um pouco de efeito no time gaúcho, que ao menos começou a chegar ao ataque, principalmente pelas laterais. O primeiro susto para os lusitanos veio logo aos dois minutos: Leo Maringá cobrou falta muito próxima à área, mandando por cima do gol de Wéverton. Pouco depois, Jonatas Belusso se antecipou à zaga, chutando à queima-roupa, para boa defesa do goleiro rubro-verde. Com o jogo claramente mais aberto para o adversário, o técnico Jorginho sacou o atacante Rodriguinho e colocou o lateral Raí, para dar mais velocidade à Lusa. E deu certo: aos 20 minutos, Ananias demonstrou visão de jogo e acertou ótimo lançamento para Ricardo Jesus, nas costas da zaga do Juventude. Na saída de Follmann, o atacante tocou por cima, com categoria, balançando a rede. O resultado levava a decisão para os pênaltis, mas a Portuguesa não se contentou. Seis minutos depois, Guilherme deixou Ricardo Jesus novamente cara a cara com Follmann. O goleiro do time gaúcho tentou interceptar, mas o atacante rubro-verde se valeu da mesma arma anterior, dando um toque sutil por cobertura. A bola passou rente à trave esquerda, assustando os visitantes. Tanto a Lusa como o Juventude fizeram os dois goleiros trabalharem até o fim da etapa complementar, mas novamente brilhou a estrela de Ricardo Jesus: aos 39 minutos, ele arriscou chute cruzado de longe e Follmann rebateu para dentro do gol. Ainda deu tempo de Raí, no final,L acertar outro belo tiro de fora da área, matando a partida. Classificação rubro-verde assegurada. E um pouco de paz no Canindé.
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