Lionel Messi passou 90 minutos sem grande destaque em campo. O atacante do Barcelona encontrou dificuldades para escapar da forte marcação do Estudiantes, na decisão do Mundial de Clubes da Fifa, neste sábado, em Abu Dhabi. O empate por 1 a 1 com o Estudiantes, obtido de forma heroica, levou o jogo para a prorrogação. E foi no tempo extra que o argentino brilhou ao marcar o gol que deu o título do torneio à equipe espanhola.
Em uma partida emocionante, o Barcelona arrancou o empate aos 43 minutos do segundo tempo, quando o Estudiantes se fechava na defesa para segurar o resultado. Com o gol de Messi, favorito a levar o prêmio de melhor jogador do mundo pela Fifa, o time espanhol enfim conquistou o título mundial.
Nas duas oportunidades anteriores, o Barcelona perdeu para times brasileiros: São Paulo (em 1992) e Internacional (2006). O Estudiantes, que conquistou o Mundial Interclubes em 1968, perdeu sua terceira decisão de títulos mundiais.
"Ainda não demos conta do feito atingido com essa conquista, mas a medida que o tempo passa, vejo que será difícil outra equipe repetir", disse Messi, referindo-se ao sexto título obtido pelo time na temporada.
Com relação ao time que derrotou o Atlante por 3 a 1 na semifinal, o treinador Josep Guardiola fez quatro alterações. As principais foram as entradas de Messi e Henry, que ficaram no banco contra o time mexicano. Piqué e Keita também começaram entre os onze. Iniesta (machucado), Rafa Márquez, Pedro e Yaya Touré ficaram de fora. No Estudiantes, Cellay entrou na vaga de Nuñez.
Aos três minutos de jogo, o Estudiantes teve a primeira boa chance para marcar. Verón tocou para Pérez, mas o goleiro Valdés saiu do gol para bloquear a jogada. O Barcelona respondeu aos sete. Ibrahimovic tocou de letra para Xavi, que preferiu tocar em vez de chutar. A bola foi pela linha de fundo.
Diante da forte marcação feita pelo Estudiantes, principalmente em cima de Xavi e Messi, o Barcelona tocava a bola sem conseguir entrar na defesa adversária. Já o time de La Plata apostava em lançamentos longos na tentativa de pegar a zaga da equipe espanhola desprevenida. Por isso, as duas equipes praticamente não criaram chances de perigo.
Aos 26, após uma cobrança de escanteio, Verón bateu cruzado, mas mandou para fora. O árbitro mexicano Benito Archundia, que deixou de marcar algumas faltas, errou aos 32. Xavi recebeu dentro da área e foi derrubado pelo goleiro Albil; o juiz mandou o jogo seguir, causando reclamações dos jogadores do time espanhol.
O Estudiantes abriu o placar aos 37. Diaz levantou da esquerda, a bola passou por Puyol e Boselli, mesmo marcado por Abidal, conseguiu cabeceá-la para as redes. Sem conseguir espaços, o Barcelona encontrou muitas dificuldades para levar perigo à meta de Albil, que teve pouco trabalho nos primeiros 45 minutos.
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