Prata nos Jogos de Tóquio 2020, Vinícius Rodrigues conquistou sua segunda medalha em Paralimpíadas nesta segunda-feira ao faturar o bronze nos 100m na classe T63, para atletas amputados de membros inferiores com próteses, em Paris 2024. O brasileiro se manteve entre os líderes desde a largada e cruzou a linha de chegada em terceiro lugar, com 12s10, desbancando o atual campeão mundial, o alemão Leon Schaefer, que ficou em quarto lugar. O ouro ficou com o americano Ezra Frech, que fechou em 12s06, e a prata foi para o dinamarquês Daniel Wagner, que fez 12s08.
Vinícius, que participou do BBB 24, sofreu um acidente de moto aos 19 anos em Maringá e precisou amputar a perna esquerda acima do joelho. No terceiro dia de internação, recebeu a visita da Terezinha Guilhermina que o incentivou a iniciar no esporte. Quatro meses depois, começou a correr.
Primeira atleta cega a correr os 100m abaixo dos 12s, Jerusa Geber brilhou na semifinal da classe T11, para atletas com deficiência visual, e bateu o recorde mundial da prova com 11s80, superando os seus próprios 11s83, para avançar em primeiro. Na outra bateria, Lorena Spoladore também avançou em primeiro com 12s07. A final da prova acontece nesta terça-feira.
Campeão dos 100m T64 em Londres 2012, Alan Fonteles voltou ao maior palco do esporte após desempenhos pouco expressivos na Rio 2016 e Tóquio 2020. O brasileiro, no entanto, terminou a decisão em último lugar com 11s22.
Na decisão dos 100m T35, para atletas com paralisia cerebral, o brasileiro Henrique Caetano chegou muito perto do pódio. O atleta de 25 anos, que migrou para o atletismo apenas no ano passado, terminou em quarto lugar batendo o próprio recorde das Américas, com 11s85. O ouro ficou com ucraniano Thor Tsvietov, com 11s43, e a prata foi para Artem Kalashian, da equipe de Atletas Neutros Paralímpicos, com 11s70. Dmitrii Safronov, também competindo com bandeira neutra, cruzou a lina de chegada pouco à frente de Henrique e faturou o bronze com 11s79. Outro brasileiro na final, Fabio Bordignon ficou em oitavo com 12s41.
Duas medalhas para abrir o dia
A segunda-feira começou com Brasil duas vezes no pódio no Stade de France. Na sessão da manhã, Claudiney Batista conquistou o tricampeonato do lançamento do disco F56 (para pessoas que competem em cadeira) quebrando o próprio recorde da competição com 46,86m. No arremesso do peso F54, Beth Gomes faturou a prata quebrando o recorde mundial da classe F53. A paulistana teve dois arremessos queimados, mas cresceu no fim e conseguiu o arremesso de 7,82m, sete centímetros a mais do que então recorde mundial.
Parabéns ao atleta pela conquista!!!
Fonte: globoesporte.com
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