26 agosto 2021

Paralimpíadas 2020 (Natação- 100m livre masculino): Daniel Dias leva mais um bronze em Tóquio, sua 26ª medalha em paralímpiadas

Parecia uma missão impossível, mas Daniel Dias conseguiu uma recuperação incrível e conquistou na manhã desta quinta-feira a sua 26ª medalha em Paralimpíadas ao chegar em terceiro lugar nos 100m livre da classe S5 (para atletas com deficiências físicas/má formação congênita) no Centro Aquático de Tóquio.

O brasileiro fechou a prova em 1min10s80, apenas sete centésimos à frente do chinês Tao Zheng. O ouro ficou com o italiano Francesco Bocciardo (1min09s56) e a prata com outro chinês, Lichao Wang (1min10s45). Daniel estava em quinto lugar na virada dos 50m e até os metros finais, quando acelerou e ultrapassou dois rivais para subir ao pódio.

- Estou tentando ser muito grato, primeiramente a Deus. Está fluindo. Hoje foi mais leve. Quando virei vi que os chineses estavam um pouco à frente. Consegui alcançar minha meta. É viver cada momento, cada prova. São os últimos 100m, não tenho mais na competição, agora só 50m - disse Daniel.

Na quarta-feira, o lendário nadador paulista havia conquistado a medalha de bronze nos 200m livre da classe S5, que fora seu 25º pódio em Paralimpíadas na carreira.

Daniel é o nadador masculino mais premiado na história das Paralimpíadas. Só uma mulher tem mais conquistas do que ele: a norte-americana Trischa Zorn - levando em conta apenas atletas que disputaram exclusivamente provas de natação; a israelense Zipora Rosenbaum tem 30 pódios paralímpicos, mas também competiu no atletismo, basquete em cadeira de rodas e tênis de mesa.

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Outros nadadores do país caíram na piscina do Centro Aquático da capital japonesa nesta quinta-feira. Joana Neves ficou na oitava posição nos 100m livre da classe S5 com a marca de 1min27s62, quase 14 segundos atrás da campeã paralímpica Tully Kearney, da Grã-Bretanha. Kearney, por sinal, bateu o recorde mundial da prova com 1min14s14.

- Poderia ser melhor. Aconteceram algumas coisas que não vêm ao caso. Fiz o que pude e o que não pude para pegar uma final. Muitas provas para final. Não tem mais como voltar atrás. Saí da piscina chateadíssima, porque não foi o resultado que eu esperava. Mas ter pego uma final em minha terceira Paralimpíada já é uma vitória. Hoje já nado o revezamento novamente. É esquecer o que passou. Não foi o tempo que eu quis. Mas é um dia após o outro, com uma noite no meio. Vamos nadar o revezamento, é uma das minhas provas preferidas. Vamos para cima e esperar o resultado bom - afirmou Joana.

Em outra prova com recorde mundial, Talisson Glock ficou em sexto lugar nos 200m medley da classe SM6 (2min45s17). O ouro e a nova marca planetária terminaram com o colombiano Nelson Crispin Corzo (2min38s12).

Nos 400m livre da classe S11, Matheus Reine acabou na quinta posição com o tempo de 4min44s64. O ouro ficou com o holandês Rogier Dorsman (4min28s47), a prata com o japonês Uchu Tomita (4min31s69) e o bronze com o chinês Dongdong Hua (4min34s89).

Na penúltima participação brasileira do dia, Rhuan Souza foi o quinto colocado (1min10s99) nos 100m peito da classe SB9, prova vencida pelo italiano Stefano Raimondi (1min05s35).

Foi a quinta medalha do país nos Jogos Paralímpicos. Além dos dois pódios de Daniel, Gabriel Bandeira levou o ouro nos 100m borboleta da classe S14, Gabriel Araújo foi prata nos 100 costas da classe S2 e Phelipe Rodrigues terminou em terceiro nos 50m livre da classe S10.

Fonte: globoesporte.com

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