O Grêmio foi melancólico, nem assustou, e foi eliminado com derrota para o Católica.
O Grêmio entrou em campo, nesta quarta-feira, precisando de algo muito difícil. Por ter perdido em Porto Alegre pelo placar de 2 a 1, era necessário vencer o Universidad Católica por dois gols de diferença ou um, desde que marcasse três no Chile, para seguir na Libertadores. Mas não chegou nem perto de acontecer. O time tricolor foi apático, burocrático e não pareceu em nenhum momento perto de conseguir reverter a vantagem do oponente. Depois do placar ficar em branco durante muito tempo, o gol de Mirosevic definiu o 1 a 0 e o fim da Libertadores para o Grêmio de forma melancólica. O Grêmio encerra sua participação na competição continental sem nenhuma vitória como visitante.
O resultado classifica o Universidad Católica para a próxima fase. O adversário será o Peñarol, que venceu o Internacional no Beira-Rio por 2 a 1. O Gre-Nal que poderia acontecer na Libertadores não chegou nem perto de se tornar realidade, pois ambos times do Rio Grande do Sul foram eliminados. O jogo se resumiu ao Grêmio com a bola, mas sem nunca parecer realmente perto de eliminar o oponente. Ao fim, uma derrota impiedosa, mas justa.
O Grêmio levou somente 17 jogadores para Santiago. Com oito desfalques entre lesionados, suspensos e dispensados, as dificuldades se acumularam durante a semana. Não bastasse isso, os dois últimos resultados foram negativos - derrota para o próprio Universidad Católica e empate com revés nos pênaltis diante do Inter.
Renato Gaúcho surpreendeu na escalação. Não pelo fato de escalar três volantes, mas por deixar Leandro no banco pela segunda vez consecutiva. Lins foi o escolhido desta vez para formar dupla de ataque com Junior Viçosa, e o jovem de 17 anos ficou fora, a exemplo do que houve no Gre-Nal de domingo passado.
Precisando do resultado, o Grêmio comandou as ações ofensivas do jogo. No entanto, a pressão não foi transformada em oportunidades de gol. Desde o primeiro minuto com mais posse de bola, as chegadas do Grêmio se resumiram a cruzamentos de Douglas, irritando Renato Gaúcho. Fernando, Vilson e Adílson, três volantes, deram total liberdade ao camisa 10, que foi duramente marcado.
O Universidad Católica conseguiu atingir seu objetivo. Fez o tempo passar, usou a vantagem e não levou sustos. Até o fim do primeiro tempo, poucas foram as vezes que os chilenos viram o Grêmio criar algo mais efetivo. Saindo somente no contra-ataque, mesmo jogando em casa, o Católica usou o regulamento, pois havia vencido o jogo de ida, em Porto Alegre, por 2 a 1.
Segundo tempo, cópia do primeiro.
A pouca produtividade do Grêmio na primeira etapa não fez Renato Gaúcho alterar a equipe no intervalo. O mesmo time apresentou os mesmos problemas. A falta de criação fez os brasileiros chutarem pouco em gol e não criarem nenhuma oportunidade até 17 minutos, quando Júnior Viçosa deu um voleio e Valenzuela salvou de cima da linha.
Renato Gaúcho, que em outros momentos alterou o time ainda no primeiro tempo, segurou o máximo que pôde um sistema que claramente não apresentava a força necessária para fazer o que precisava. Com muitos marcadores em campo e sem a saída de qualidade de Gabriel pela direita, o time padeceu passivo até os 18 minutos, quando Leandro entrou no lugar de Rafael Marques.
O time tricolor não mostrou argumentos para fazer o que era esperado, e a cada minuto a tensão aumentava. O treinador gremista, irritado, viu seu time ser contido na etapa complementar. Douglas, principal esperança de criação, seguiu como no primeiro tempo: marcado. Nem as entradas de Escudero e Vinícius Pacheco resolveram os problemas. O quadro de desespero ganhou maior forma aos 41 minutos, quando Mirosevic apanhou cruzamento da esquerda e cabeceou para a rede: 1 a 0 Universidad Católica. O melancólico fim de Libertadores para o Grêmio evidenciou as carências do elenco e gera clima negativo para Renato Gaúcho.
05 maio 2011
Libertadores 2011: Grêmio perde para U.Católica e sai da Libertadores de forma melancólica
O Grêmio foi melancólico, nem assustou, e foi eliminado com derrota para o Católica.
O Grêmio entrou em campo, nesta quarta-feira, precisando de algo muito difícil. Por ter perdido em Porto Alegre pelo placar de 2 a 1, era necessário vencer o Universidad Católica por dois gols de diferença ou um, desde que marcasse três no Chile, para seguir na Libertadores. Mas não chegou nem perto de acontecer. O time tricolor foi apático, burocrático e não pareceu em nenhum momento perto de conseguir reverter a vantagem do oponente. Depois do placar ficar em branco durante muito tempo, o gol de Mirosevic definiu o 1 a 0 e o fim da Libertadores para o Grêmio de forma melancólica. O Grêmio encerra sua participação na competição continental sem nenhuma vitória como visitante.
O resultado classifica o Universidad Católica para a próxima fase. O adversário será o Peñarol, que venceu o Internacional no Beira-Rio por 2 a 1. O Gre-Nal que poderia acontecer na Libertadores não chegou nem perto de se tornar realidade, pois ambos times do Rio Grande do Sul foram eliminados. O jogo se resumiu ao Grêmio com a bola, mas sem nunca parecer realmente perto de eliminar o oponente. Ao fim, uma derrota impiedosa, mas justa.
O Grêmio levou somente 17 jogadores para Santiago. Com oito desfalques entre lesionados, suspensos e dispensados, as dificuldades se acumularam durante a semana. Não bastasse isso, os dois últimos resultados foram negativos - derrota para o próprio Universidad Católica e empate com revés nos pênaltis diante do Inter.
Renato Gaúcho surpreendeu na escalação. Não pelo fato de escalar três volantes, mas por deixar Leandro no banco pela segunda vez consecutiva. Lins foi o escolhido desta vez para formar dupla de ataque com Junior Viçosa, e o jovem de 17 anos ficou fora, a exemplo do que houve no Gre-Nal de domingo passado.
Precisando do resultado, o Grêmio comandou as ações ofensivas do jogo. No entanto, a pressão não foi transformada em oportunidades de gol. Desde o primeiro minuto com mais posse de bola, as chegadas do Grêmio se resumiram a cruzamentos de Douglas, irritando Renato Gaúcho. Fernando, Vilson e Adílson, três volantes, deram total liberdade ao camisa 10, que foi duramente marcado.
O Universidad Católica conseguiu atingir seu objetivo. Fez o tempo passar, usou a vantagem e não levou sustos. Até o fim do primeiro tempo, poucas foram as vezes que os chilenos viram o Grêmio criar algo mais efetivo. Saindo somente no contra-ataque, mesmo jogando em casa, o Católica usou o regulamento, pois havia vencido o jogo de ida, em Porto Alegre, por 2 a 1.
Segundo tempo, cópia do primeiro.
A pouca produtividade do Grêmio na primeira etapa não fez Renato Gaúcho alterar a equipe no intervalo. O mesmo time apresentou os mesmos problemas. A falta de criação fez os brasileiros chutarem pouco em gol e não criarem nenhuma oportunidade até 17 minutos, quando Júnior Viçosa deu um voleio e Valenzuela salvou de cima da linha.
Renato Gaúcho, que em outros momentos alterou o time ainda no primeiro tempo, segurou o máximo que pôde um sistema que claramente não apresentava a força necessária para fazer o que precisava. Com muitos marcadores em campo e sem a saída de qualidade de Gabriel pela direita, o time padeceu passivo até os 18 minutos, quando Leandro entrou no lugar de Rafael Marques.
O time tricolor não mostrou argumentos para fazer o que era esperado, e a cada minuto a tensão aumentava. O treinador gremista, irritado, viu seu time ser contido na etapa complementar. Douglas, principal esperança de criação, seguiu como no primeiro tempo: marcado. Nem as entradas de Escudero e Vinícius Pacheco resolveram os problemas. O quadro de desespero ganhou maior forma aos 41 minutos, quando Mirosevic apanhou cruzamento da esquerda e cabeceou para a rede: 1 a 0 Universidad Católica. O melancólico fim de Libertadores para o Grêmio evidenciou as carências do elenco e gera clima negativo para Renato Gaúcho.
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